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Prefeitura de Maringá registra crescimento de 44,4% no acolhimento de migrantes em 2025
Por Administrador
Publicado em 06/01/2026 00:49
Notícias de Maringá

A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria da Juventude, Cidadania e Migrantes (Sejuc), intensificou as ações de acolhimento, atendimento e integração da população migrante em 2025. De janeiro a novembro, mais de 1,3 mil migrantes de 34 nacionalidades foram acolhidos no município, aumento de 44,4% em relação ao ano anterior. As principais origens são Venezuela, com 839 pessoas, Haiti, com 164, Cuba, com 138, Colômbia, com 78 e Paraguai, com 68.

 

No mesmo período, o município realizou mais de 1.400 atendimentos especializados, como apoio na regularização documental junto à Polícia Federal, orientação para inserção no mercado de trabalho e informações sobre direitos e serviços públicos disponíveis.

 

Entre as iniciativas desenvolvidas ao longo do ano passado, a Prefeitura promoveu capacitações regionais, como a formação realizada no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Paraíso do Norte, que ampliou o conhecimento das equipes técnicas sobre atendimento humanizado e legislação migratória. Outro destaque foi a realização de três mutirões de atendimento em parceria com a Polícia Federal, que zeraram a fila de espera para regularização documental. Ao todo, mais de 120 pessoas foram atendidas, garantindo acesso à informação qualificada e segurança jurídica para permanência no país.

 

A principal porta de entrada para quem deseja se estabelecer em Maringá é o Centro de Referência e Acolhimento ao Migrante (Crai), estrutura da Prefeitura de Maringá e que oferece moradia temporária por um período de até seis meses. “Reforçamos nosso compromisso com políticas públicas de acolhimento, inclusão e garantia de direitos, oferecendo serviços fundamentais para o bem-estar e a autonomia da população migrante”, afirmou a secretária de Juventude, Cidadania e Migrantes, Sandra Franchini. Ela destaca que, até o momento, Maringá não recebeu pedidos de ajuda de migrantes venezuelanos após as recentes ocorrências registradas no país vizinho.

 

Além das ações da Secretaria de Juventude, Cidadania e Migrantes, Maringá reúne outros órgãos importantes, como o Conselho Municipal de Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas (Corma). O município também integra a Rede Nacional de Cidades Acolhedoras (RNCA), iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que reúne 21 cidades brasileiras. No Paraná, apenas Maringá e Curitiba participam do fórum. “A estrutura disponível em Maringá contribui para que o município seja reconhecido como um território preparado para acolher, o que naturalmente atrai pessoas em busca de segurança e oportunidades”, destacou o gerente de Migrantes da Sejuc, Fernando Vanalli.

 

Histórias de superação - O venezuelano Julio Rivas, 51, migrou com a esposa, quatro filhos e uma neta para Maringá em agosto de 2022. “Ouvi dizer que o Brasil oferecia oportunidades e que o brasileiro era receptivo. Então comecei a pesquisar uma cidade segura e tranquila”, relatou.

 

A família chegou ao município com receio, mas também com esperança. Durante três meses, ficou acolhida no Crai. “Chegamos sem nada, sem conhecer ninguém, sem falar o idioma, não conhecíamos as leis e não tínhamos trabalho. Nesse momento, a Prefeitura foi a nossa mão amiga. Eu e minha família seremos eternamente gratos a todas as pessoas que nos ajudaram”, afirmou.

 

Atualmente, Rivas presta serviços na área da construção civil e os dois filhos mais velhos estão empregados. Com as oportunidades encontradas em Maringá, outros familiares também se mudaram para a cidade, fortalecendo a comunidade venezuelana no município.

 

No mesmo ano, o casal de nigerianos Omooba Adesoji e Elizabeth Boluwatife Aduragbemi também escolheu Maringá para viver. Quando Elizabeth foi aceita no curso de graduação em Enfermagem, eles decidiram se mudar. “Fomos recebidos no Crai com profissionalismo e cuidado genuíno. Embora fôssemos os únicos residentes negros na época, em nenhum momento vivenciamos qualquer forma de discriminação. Pelo contrário, nos sentimos aceitos, respeitados e à vontade durante a estadia de um mês”, afirmou Adesoji. “Somos gratos a todos os funcionários pela atenção dedicada ao nosso conforto e bem-estar”, concluiu. 

(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM);

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