O Indicador Nacional de Alfabetização na Idade Certa (INDAIC), que avalia habilidades de leitura, escrita e matemática, revelou que, na rede pública de ensino, 59,2% das crianças brasileiras foram alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, em 2024. Apesar de representar um avanço de 3,2 pontos percentuais em relação a 2023, quando o índice foi de 56%, o resultado ainda está abaixo da meta estabelecida pelo governo federal, de 60%. Em outras palavras, 41% das crianças não alcançaram o nível esperado de alfabetização na idade certa.
O levantamento também mostrou que, embora 58% dos municípios brasileiros tenham ampliado o percentual de alunos alfabetizados, o país ainda enfrenta desigualdades significativas e desafios estruturais. O cenário evidencia a necessidade de maior investimento em educação com respaldo científico para alcançar a meta de 2030, que prevê 80% das crianças alfabetizadas até o fim do 2º ano. Os dados reforçam que a formação docente fundamentada em práticas cientificamente comprovadas é essencial para elevar os índices de alfabetização.
A importância da formação baseada em ciência
A alfabetização e o desenvolvimento cognitivo são processos complexos que envolvem linguagem, neurodesenvolvimento, atenção, memória e habilidades motoras. Nesse contexto, formações que traduzem conhecimentos científicos para a prática pedagógica têm sido cada vez mais buscadas por profissionais da educação.
Segundo Daniel Gonzales, diretor-geral da Faculdade NeuroSaber, muitos educadores procuram cursos capazes de suprir lacunas históricas da formação tradicional. “O professor não busca ciência complexa, ele busca soluções práticas e conhecimentos científicos aplicáveis ao seu dia a dia, com resultados reais”, diz.
- A atualização profissional precisa ser efetiva: ela deve impactar o aprendizado e não apenas complementar o currículo. O educador hoje precisa dominar o que a ciência já sabe, entender o que funciona e abandonar práticas que não apresentam resultados - ressalta.
Embora o desafio da alfabetização envolva múltiplas dimensões, Gonzales comenta ainda que a formação docente baseada na Pedagogia da Aprendizagem Aplicada é hoje uma das abordagens mais qualificadas e eficazes para transformar a realidade da educação dentro da sala de aula.
O desafio brasileiro exige profissionais preparados
Para que o Brasil alcance a meta de 80% de alfabetização infantil até 2030, será indispensável formar uma geração de educadores ainda mais bem preparados. O avanço só será possível com profissionais atualizados e capazes de aplicar, em sala de aula, práticas reconhecidas cientificamente como eficazes.
Mestre e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento Luciana Brites, CEO do Instituto NeuroSaber, comenta que os dados de 2024 mostram que o progresso é possível, mas também evidenciam que a formação baseada em evidências precisa ser prioridade. Investir na atualização permanente de pedagogos, professores e equipes multidisciplinares — com foco em neurodesenvolvimento, inclusão e evidências científicas — é essencial para que as próximas gerações tenham oportunidades reais de aprendizagem.
- A educação infantil é a base da construção de cidadãos críticos, empáticos e preparados para um mundo em constante transformação - ressalta Brites.
Sobre a Faculdade Neurosaber
A Faculdade NeuroSaber é uma instituição de ensino superior especializada na formação de educadores e profissionais da aprendizagem. Oferece cursos de graduação, pós-graduação e especializações que integram neurociência, educação e práticas inclusivas, incluindo simulações de sala de aula, análises de casos reais e atividades aplicadas.
Segundo a direção da instituição, o objetivo é formar o 'Pedagogo 4.0', um profissional que domina a arquitetura da aprendizagem. O objetivo não é formar profissionais baseados em teorias abstratas, mas em resolução de problemas reais. “Por exemplo, na educação inclusiva, ensinamos a construir Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) para TEA que funcionam na prática, saindo do discurso para a evidência científica”, ressalta Gonzales.
- Nossos alunos não aprendem apenas métodos de ensino, mas como o cérebro da criança processa a leitura. Além disso, isso permite que eles identifiquem sinais de dislexia precocemente e ajam com intervenções eficazes - conclui Daniel Gonzales, diretor-geral da Faculdade NeuroSaber.
Conheça mais sobre a FaculdadeNeuroSaber:
https://faculdadeneurosaber.com.br/
(Joyce Nogueira/Assessoria)