Maringá figura entre as principais cidades que mais arrecadaram Imposto Sobre Serviços (ISSQN) no estado do Paraná em 2025, somando, pela primeira vez, mais de meio bilhão de reais. Tratando-se de um imposto que nasce diretamente da prestação de serviços, o desempenho confirma o papel central dessa atividade na base econômica do município e revela uma economia aquecida, com geração de empregos, circulação de renda e dinamismo produtivo.
Em 2025, Maringá arrecadou R$ 509,9 milhões em ISS, crescimento de 11,74% em relação a 2024, quando a receita somou R$ 456,3 milhões. No ano passado, a inflação acumulada foi de 4,26%, o que representa um aumento real e um contexto de serviços em alta.
O prefeito de Maringá, Silvio Barros, explica que o desempenho do ISS reflete a atividade econômica real. “O ISS não é resultado de transferências ou repasses externos, mas do volume de serviços prestados, do consumo e do funcionamento do mercado local. Quando a economia cresce, a arrecadação acompanha esse movimento; quando há retração, a queda costuma ser rápida. É uma receita sensível às oscilações do mercado e às condições econômicas gerais. No município, esse movimento foi potencializado por um ambiente favorável ao empreendedorismo e por ações da administração tributária voltadas à orientação e à regularização fiscal.”
O engajamento da equipe da Auditoria Tributária nas ações junto aos contribuintes foi um diferencial. “Nossa equipe tem estado próxima dos contribuintes, reforçando o convite à autorregularização, reduzindo a sonegação fiscal”, ressalta Carlos Augusto Ferreira, secretário de Fazenda de Maringá. “O ISS cresce quando a economia está aquecida, mas também quando há gestão eficiente. Temos investido em ações preventivas, orientação aos contribuintes e estímulo à autorregularização, o que reduz a sonegação e amplia a arrecadação sem aumento de carga tributária”, completa o secretário da Fazenda.
Segmentos - Os segmentos que apresentaram maior aumento de arrecadação de ISS na comparação entre 2024 e 2025 foram serviços de hotelaria, com alta de 39,74% e arrecadação de R$ 4,9 milhões; construção civil, com crescimento de 38,6% e total arrecadado de R$ 30,4 milhões; e instituições financeiras e de seguros, que teve avanço de 30%, com R$ 32,4 milhões em arrecadação.
Em relação ao volume total arrecadado, o segmento que lidera o ranking é o de serviços de saúde, com R$ 74,22 milhões (alta de 16,9% de 2024 pra 2025), seguido por educação e ensino, com R$ 70,9 milhões (11,3%) e serviços de contabilidade, advocatícios e apoio administrativo (25,95%).
O crescimento observado em Maringá acompanha um cenário nacional positivo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o setor de serviços acumulou alta de 7,5% no período de 12 meses até outubro de 2025, com o Paraná entre os estados que apresentaram maior impacto positivo.
Investimentos - O ISSQN é a principal fonte da base arrecadatória municipal, seguida pelo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e depois pelo Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Este último tributo municipal também foi destaque em 2025 e cresceu 18,68% de 2024 para 2025, refletindo o aquecimento do mercado imobiliário; na sequência, aparece o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que evoluiu 7,13%; taxas e contribuições avançaram 3,38% e 4,16%, respectivamente, enquanto o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) registrou alta de 11,83%.
Ferreira ressalta que os recursos do ISS são fundamentais para financiar políticas públicas em áreas como saúde, educação, assistência social, infraestrutura urbana e manutenção dos serviços cotidianos. No entanto, não são totalmente livres para qualquer destinação. Isso porque parte da receita é comprometida com vinculações legais e despesas obrigatórias, que vêm crescendo acima da inflação, especialmente nas áreas de pessoal, custeio da máquina pública e manutenção de serviços públicos essenciais.
Reforma tributária – O resultado de 2025 ganha relevância no contexto da Reforma Tributária. Durante o período de transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo, a arrecadação atual dos municípios será considerada como base para a repartição futura das receitas. Nesse cenário, o desempenho do ISS fortalece a posição de Maringá e contribui para assegurar maior equilíbrio fiscal no novo arranjo tributário.
“Os números confirmam que o protagonismo do setor de serviços é um ativo importante da economia local, mas também reforçam a necessidade de planejamento, responsabilidade fiscal e diversificação das fontes de receita, diante da volatilidade do ISS e do crescimento contínuo das despesas obrigatórias. Em Maringá, temos tomado esses cuidados pensando nessa e nas futuras gerações”, diz Ferreira.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)