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UEM abre seleção do PIBITI 2026/2027 com inscrições na segunda (23)
Por Administrador
Publicado em 20/03/2026 12:42
Notícias de Maringá

A Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG), abre na próxima segunda-feira (23) as inscrições para o processo de seleção do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), ciclo 2026/2027. O prazo para participação segue até o dia 4 de maio, às 17h30, e todas as propostas devem ser submetidas exclusivamente pelo Sistema de Gestão de Projetos (SGP), pelos próprios docentes interessados em atuar como orientadores.

O programa tem como foco o fortalecimento da pesquisa tecnológica e da inovação no âmbito da graduação, contribuindo para a formação de recursos humanos qualificados e incentivando a produção de conhecimento aplicado. Entre seus objetivos estão o estímulo à criatividade científica, o desenvolvimento de soluções tecnológicas e a aproximação dos estudantes com práticas de pesquisa voltadas à inovação em diferentes áreas.

De acordo com o edital, o PIBITI terá vigência de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2027, período em que os bolsistas desenvolverão atividades vinculadas aos projetos aprovados. As bolsas têm duração de 12 meses e são financiadas por agências de fomento como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Araucária, além de recursos institucionais da própria universidade. Os participantes também recebem certificado e podem ter acesso a benefícios acadêmicos, como descontos em cursos de idiomas ofertados pela instituição.

Podem participar do processo seletivo docentes da UEM que atendam a critérios específicos, como titulação de doutor, regime de trabalho mínimo de 40 horas semanais e produção tecnológica relevante nos últimos cinco anos. Também é exigido que o orientador esteja vinculado a projetos institucionais de pesquisa ou extensão tecnológica, ou ainda a atividades de pós-graduação em andamento.

Os projetos submetidos devem apresentar caráter inovador e foco em desenvolvimento tecnológico, com execução prevista para 12 meses. É necessário que as propostas estejam vinculadas a projetos institucionais ou a orientações de mestrado e doutorado, além de indicarem o nível de maturidade tecnológica (TRL/MRL). A elaboração deve seguir modelo específico disponibilizado pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/UEM), que também reúne os documentos e orientações necessárias para os candidatos.

A seleção será conduzida pelo Comitê Institucional de Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CIBITI), responsável por avaliar tanto a produção científica e tecnológica dos orientadores quanto a qualidade e viabilidade das propostas apresentadas. A pontuação final considera critérios objetivos, incluindo indicadores de produção acadêmica e o nível de desenvolvimento tecnológico do projeto.

Além disso, o edital prevê a adoção de políticas de ações afirmativas na distribuição das bolsas. Do total ofertado, 20% são reservados a estudantes autodeclarados negros (pretos e pardos) e 5% a pessoas com deficiência (PcD).

Após a submissão no SGP, os projetos são automaticamente encaminhados aos departamentos de origem, que têm até o dia 25 de maio para realizar a análise e emitir parecer circunstanciado. Essa avaliação deve contemplar, obrigatoriamente, aspectos como a vinculação do projeto a iniciativas institucionais, clareza na definição do problema, consistência dos objetivos, caráter inovador e viabilidade de execução no prazo previsto. Projetos que não atendam a esses critérios ou que apresentem parecer incompleto podem ser desclassificados.

Durante a execução, os bolsistas selecionados deverão cumprir uma carga de 20 horas semanais dedicadas às atividades do projeto, além de apresentar relatórios periódicos e os resultados finais no Encontro Anual de Iniciação ao Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (EAITI). O programa também prevê a participação dos estudantes em atividades formativas relacionadas à propriedade intelectual, inovação e transferência de tecnologia. 

(João Luiz Lazaretti/Comunicação UEM)

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