O Brasil fez um Mundial histórico, como definiu Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Além de uma organização elogiada pela World Athletics, o Campeonato Mundial de Marcha Atlética Caixa por Equipes 26, realizado no domingo (12/4), em Brasília, Distrito Federal, terminou com a conquista de duas medalhas para o Atletismo Brasil: o inédito bronze por equipes na maratona feminina e a quinta medalha em Mundiais, um bronze na meia maratona, de Caio Bonfim, que marchou "em casa".
Viviane Lyra (5ª, com 3:34:53), Gabriela de Sousa Muniz (11ª, com 3:46:07) e Mayara Vicentainer (12ª colocada, com 3:47:09) garantiram o bronze por equipes na maratona feminina (28 pontos). Caio Bonfim (CASO-DF) aumentou sua coleção de vitórias internacionais e conquistou sua quinta medalha em Mundiais. Levou o bronze (1:27:36) na disputa da meia maratona.
"Esse foi um Mundial histórico em todos os sentidos. As duas medalhas nos enchem de orgulho e tenho certeza de que isso vai servir de inspiração para as novas gerações, o que é o mais importante", comentou Wlamir Motta Campos.
"O Caio como sempre brilhando, inspirando, emocionando e é isso que fica. Eu tenho a grata sensação de dever cumprido. Fizemos um grande Campeonato Mundial, em que os nossos atletas brilharam. Recebemos elogios da World Athletics: esse foi um dos melhores, se não o melhor Mundial de Marcha Atlética, e isso nos deixa muito feliz. Tudo isso faz ainda mais sentido com as nossas medalhas. A sensação é de missão cumprida. Estou muito feliz com a realização desse evento histórico e principalmente porque os nossos atletas nos encheram de orgulho."
O Eixo Monumental de Brasília foi palco do Mundial, que recebeu mais de 300 atletas, de 40 países, para disputar as novas distâncias da marcha atlética para competições adultas – maratona (42,195 km) e meia maratona (21,097 km).
O Brasil conquistou o direito de organizar o primeiro Mundial por Equipes no Hemisfério Sul em 25 de março de 2025 – o anúncio foi feito pelo presidente da WA, o britânico Sebastian Coe, após a 237ª Reunião do Conselho Mundial de Atletismo.
Foi uma vitória de muitos agentes: Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Federação de Atletismo do Distrito Federal (FAtDF), Governo do Distrito Federal e Caixa, que deu nome ao Mundial e celebrou, neste mês de abril, 25 anos de parceria com o Atletismo Brasil. A candidatura também teve o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Governo Federal.
Mas a maior vitória foi da comunidade da marcha atlética brasileira. A prova, que teve sua primeira disputa oficial no país em 1937, na cidade de Porto Alegre, expandiu-se pelo território nacional nos últimos 90 anos e tem se tornado cada vez mais conhecida do público.
As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.
(Texto: CBAt Oficial. Foto: Gustavo Alves/CBAt)