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Gestão esportiva do COB atua nos bastidores para garantir desempenho do Time Brasil em grandes missões
Por Administrador
Publicado em 23/04/2026 15:48
Jogos da Juventude

Nos bastidores das competições internacionais, uma engrenagem essencial garante que o foco dos atletas esteja exclusivamente na performance: a área de Planejamento e Gestão Esportiva, integrada à Diretoria de Esportes do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Responsável por articular diferentes frentes da missão, este setor atua de forma estratégica e integrada para assegurar que cada detalhe esteja alinhado às necessidades das modalidades e, claro, dos atletas.

Durante os Jogos Sul-americanos da Juventude no Panamá 2026, três gestores de Esportes se dividem entre as 22 modalidades em que o Time Brasil disputa: Gláucia Heier, ex-atleta do nado artístico, Gustavo Cerqueira, ex-atleta do pentatlo moderno, e a ex-atleta do taekwondo e medalhista olímpica Natalia Falavigna, que detalhou o papel dos gestores esportivos dentro da estrutura do COB. Segundo Natalia, esses profissionais são responsáveis por acompanhar todo o processo esportivo, desde a classificação até o momento da competição, passando pela análise de manuais técnicos e pela interlocução constante com confederações e chefes de equipe.

“O gestor esportivo é quem está na linha de frente da operação. A gente vai aos locais de competição, mapeia se está tudo adequado, entende o tempo de deslocamento, as características da modalidade e garante que nada falte para o atleta performar”, explica.

A atuação envolve uma conexão direta com diferentes áreas da missão, mas especialmente com os chefes de equipe de cada modalidade. A partir desse contato, os gestores antecipam demandas, identificam possíveis desafios e organizam soluções logísticas — como transporte e estrutura — para evitar imprevistos que possam impactar o rendimento esportivo.

"O gestor esportivo é aquele que fica na beira da quadra. Muitas vezes, quando o chefe de equipe tem algum problema, nós somos a primeira pessoa que ele vai lembrar. E aí encaminhamos as questões para as demais áreas da missão", acrescenta.

Para os Jogos Panamá 2026, evento com atletas de 14 a 19 anos, o trabalho ganha uma camada adicional de atenção. “São atletas que ainda estão em formação e podem enfrentar dificuldades simples, como esquecer uma credencial ou uniforme. Por isso, nosso olhar precisa ser ainda mais cuidadoso”, destacou Falavigna.

Além do suporte imediato, a gestão esportiva nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026 também cumpre um papel estratégico no desenvolvimento a longo prazo. O acompanhamento de jovens talentos permite ao COB mapear potenciais nomes para futuras delegações adultas e, em conjunto com as confederações, estruturar planos de evolução contínua para cada modalidade.

"Muito provavelmente jovens que estão aqui estarão nas delegações adultas no futuro. Então já começamos a mapear quem se destaca e mostra potencial. E mantemos conversas com as confederações para ter um plano para a modalidade em que possamos constantemente ter atletas que cheguem de forma bastante competitiva para as missões do COB no futuro. Este olhar é importante", defende.

Para Natalia, é um trabalho que vai muito além de coordenar o horário de transporte e garantir que os locais de treino estejam em ordem. "A função do gestor esportivo também é estar atento neste momento de competição. Temos que olhar este atleta hoje já cuidando dele para o futuro", esclarece.

Com a experiência de quem já esteve no campo de jogo, Natalia Falavigna, Gláucia Heier e Gustavo Cerqueira levam para a função valores adquiridos no esporte. “Disciplina, dedicação e constância são fundamentais. Hoje aplico essa mentalidade fora da quadra, buscando sempre as melhores condições para que os atletas alcancem seus resultados”, garante Falavigna. 

(Texto: COB Oficial. Foto: Juliana Ávila/COB)

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