O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), mais uma vez marca presença na 52ª Expoingá com uma proposta que alia ciência, educação e interatividade. Instalado no tradicional Pavilhão Branco, o espaço do Mudi ocupa mais de 500 metros quadrados e se consolida como um dos pontos mais procurados por visitantes de todas as idades no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro.
Logo na entrada do percurso expositivo, o público é convidado a mergulhar no universo da entomologia, com uma mostra que destaca a importância econômica e ambiental dos insetos. A exposição reúne peças do acervo do museu, incluindo a coleção Yoko Terada, e dialoga diretamente com o tema central deste ano: a relação entre os oceanos, o agro, o meio ambiente e a saúde.
Na sequência, o visitante encontra um ambiente voltado à matemática e à física, com experiências lúdicas e interativas. A “Matemativa” transforma conceitos matemáticos em brincadeiras acessíveis, enquanto o giroscópio — um dos grandes atrativos — simula a ausência de gravidade e costuma atrair filas. Outro destaque é a “caixa do infinito”, com jogos de espelhos que criam efeitos visuais surpreendentes e rendem fotos curiosas.
A parceria com o Centro de Ciências Agrárias da UEM amplia o alcance da exposição, trazendo experimentos e projetos ligados ao universo do campo. Um dos pontos altos deste ano é a abordagem sobre o chamado “continente de lixo” no Oceano Pacífico, que alerta para o impacto do descarte inadequado de plásticos. “A proposta é provocar reflexão e, ao mesmo tempo, destacar boas práticas, como o sistema brasileiro de logística reversa de embalagens agrícolas, referência mundial”, explica o coordenador do Mudi, professor Celso Ivam Conegero.
O percurso segue com a exposição “Dissecando com o olhar”, que apresenta a estrutura do corpo humano e de outros organismos por meio de imagens, peças anatômicas e animais taxidermizados. A presença de espécies como onça-pintada e onça-parda chama a atenção do público e reforça a importância da preservação ambiental.
Outra novidade é a participação dos clubes de ciência vinculados ao projeto Paraná Faz Ciência. Estudantes do ensino fundamental e médio apresentam seus próprios trabalhos, aproximando ainda mais a produção científica da comunidade.
Na área da saúde, o Mudi mantém ações já tradicionais, como a campanha de combate ao tabagismo, com orientações, materiais educativos e cadastro para quem deseja parar de fumar. Em 2026, o espaço também incorpora práticas integrativas e complementares, oferecendo atendimentos como reiki, auriculoterapia, aromaterapia e escalda-pés — uma alternativa para quem busca relaxamento durante a visita à feira.
Toda a experiência é mediada por monitores e preceptores do museu, além de voluntários da comunidade universitária e equipe da Comunicação Social do Mudi garantindo acompanhamento qualificado ao longo dos dez dias de evento. Com funcionamento das 10h às 22h, o espaço do MUDI reafirma sua vocação itinerante e extensionista, levando conhecimento científico para além dos muros da universidade.
Mais do que uma exposição, a participação do Mudi na Expoingá 2026 se apresenta como um convite à reflexão: “Compreender a ciência, repensar hábitos e assumir um compromisso coletivo com a preservação do planeta”, resumiu Conegero.
(Marcelo Bulgarelli/Comunicação UEM)