Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) se preparou para comemorar o Dia Internacional da África, nesta segunda-feira (25). A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar o dia da libertação africana, mesma data de criação da Organização da Unidade Africana (OUA).
O principal objetivo é promover o reconhecimento da história e cultura africanas e sua influência no Brasil, lembrando que o continente é composto por 54 países com diferentes tradições. Na UEM, o Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-brasileiros (Neiab), juntamente com o Escritório de Cooperação Internacional (ECI) e a Diretoria de Cultura (DCU), preparam uma série de atividades on-line.
Nesta segunda, as redes sociais dos três órgãos da instituição terão posts informativos sobre o dia e o continente africano, disseminando conhecimento sobre a África. O evento será público, gratuito e voltado à comunidade interna e externa que tenha interesse em conhecer mais sobre a temática. A coordenadora do Neiab/UEM, Marivânia de Conceição Araújo, destaca que “o convite é voltado a todas as pessoas dispostas a abrir mão de seus preconceitos”.
Segundo a professora, “quando se fala da África, muitas pessoas pensam em pobreza, em crianças desnutridas, em conflitos internos. Infelizmente, o continente tem isso, assim como outros lugares do mundo. Mas também tem muita riqueza cultural e econômica”. Atualmente, a UEM soma 65 estudantes africanos matriculados em cursos de graduação e pós-graduação, de 12 países: Angola; Benim; Cabo Verde; Congo; Gabão; Gana; Guiné-Bissau; Guiné Equatorial; Egito; Marrocos; Moçambique; e Nigéria. Os dados são da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA).
A mobilidade acadêmica é uma das frentes de trabalho do ECI, que atua como instância facilitadora da internacionalização universitária. A instituição mantém relações com universidades parceiras em todos os continentes, abrangendo mais de 30 países ao redor do mundo.
Vivência individual
O mestrando em Administração na UEM, Dionisio Mendonça, veio de Guiné-Bissau em 2014 e caminha para o doutorado na instituição. Segundo ele, é um privilégio estar na UEM: “é um desafio, não vou dizer que é fácil, porque você deixa a sua cultura, entra em contato com outra cultura e aprende muito, então é muito enriquecedor. Eu incentivo meus colegas africanos para que se inscrevam e façam o processo de internacionalização, do mesmo jeito que os brasileiros”.
Após o doutorado, Mendonça pretende retornar às raízes com a esposa e a filha, para devolver ao local de origem os conhecimentos adquiridos. O estudante também destaca a importância da mobilização pelo Dia Internacional da África: “A invasão europeia na África acabou desestabilizando toda a estrutura, sem respeitar as realidades e potencialidades locais. Então a intenção é reforçar a territorialidade do continente africano e incentivar os demais para que continuem nessa luta”.
Dionisio Mendonça e a professora Marivânia participaram do UEM FM Entrevista, na Rádio UEM FM. Ouça a entrevista completa no Spotify.
(Mônica Chagas/Comunicação UEM)