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Cirurgia robótica passa a ter cobertura obrigatória dos planos de saúde para tratamento do câncer de próstata
Por Administrador
Publicado em 29/07/2026 10:15
Notícias de Maringá

Pacientes com câncer de próstata passaram a contar com um avanço importante no tratamento da doença. Desde abril deste ano, os planos de saúde são obrigados a custear a prostatectomia radical robótica, procedimento que oferece maior precisão cirúrgica, menor risco de complicações e recuperação mais rápida. A medida amplia o acesso à tecnologia, que até poucos anos atrás estava concentrada nos grandes centros e agora também chega ao interior do Paraná.

A obrigatoriedade da cobertura beneficia pacientes diagnosticados com um dos tumores mais frequentes entre os homens. Segundo o urologista e cirurgião robótico Dr. Maurício Marchese, o câncer de próstata é o segundo tumor maligno mais comum na população masculina e acomete um em cada seis homens ao longo da vida.

Para o especialista, a inclusão da cirurgia robótica no Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inaugura uma nova fase no tratamento da doença no país. “Estamos diante de uma mudança de paradigma no tratamento do câncer de próstata. Hoje, a cirurgia robótica é, sem dúvida, a primeira escolha, deixando em segundo plano as técnicas convencionais, abertas e laparoscópicas”, afirma.

Na prática, a tecnologia oferece ao cirurgião uma visão tridimensional em alta definição, maior amplitude de movimentos e filtragem dos tremores naturais das mãos. Com isso, é possível realizar uma cirurgia mais precisa, preservando estruturas importantes ao redor da próstata e reduzindo o risco de sequelas, como a incontinência urinária e a disfunção erétil, duas das maiores preocupações dos pacientes.

“Com a cirurgia robótica conseguimos visualizar a anatomia com muito mais detalhes, identificando nervos, vasos e outras estruturas importantes. Essa precisão diminui o risco de complicações funcionais e favorece uma recuperação mais rápida”, explica Dr. Maurício Marchese.

Apesar do uso da plataforma robótica, todas as decisões continuam sendo tomadas pelo cirurgião. O robô não atua de forma autônoma, mas reproduz com precisão os movimentos realizados pelo médico, ampliando a segurança em procedimentos delicados.

Além da urologia, a cirurgia robótica também vem sendo utilizada em outras especialidades, como cirurgia do aparelho digestivo, bariátrica, torácica e no tratamento de tumores de rim, bexiga, intestino, estômago e pulmão.

Outro avanço destacado pelo especialista é a expansão da cirurgia robótica para cidades fora dos grandes centros. Segundo Maurício Marchese, pacientes do interior passaram a ter acesso a um tratamento que, durante muitos anos, estava concentrado principalmente em hospitais de São Paulo. “A cirurgia robótica já é uma realidade em grande parte do país e também no interior do Paraná. A chegada de plataformas mais modernas amplia o acesso da população da região a essa tecnologia”, destaca.

No Hospital Maringá, os procedimentos são realizados com a plataforma Da Vinci Xi, uma alta tecnologia para cirurgias minimamente invasivas. Além da implantação, a instituição também investiu na capacitação de equipes médicas e multiprofissionais, contribuindo para ampliar a oferta do procedimento na região. 

(Assessoria)

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