Crianças e adolescentes ocuparam o espaço de debate e de participação social na ‘11ª Conferência Municipal de Meninas e Meninos’ realizada nesta quinta-feira, 30, no Lar Escola da Criança de Maringá. Com o tema 'Fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e a Democracia Participativa', o encontro realizado pela Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria da Criança e do Adolescente (Secriança), em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), reuniu cerca de 300 participantes entre estudantes de 6 a 16 anos, representantes da sociedade civil e do poder público, para discutir propostas voltadas à garantia dos direitos da infância e da adolescência.
A programação contou com palestras, mesas de discussão e fóruns temáticos, nos quais crianças e adolescentes apresentaram sugestões e reflexões sobre temas relacionados à proteção integral, participação social e construção de políticas públicas. As propostas elaboradas durante o evento serão analisadas e encaminhadas para a Conferência Municipal Geral, prevista para novembro.
Atendida pelo Encontro Fraterno Lins de Vasconcellos, Heloiza Medeiros, de 16 anos, ressaltou o significado do espaço para os jovens participarem das discussões. “A conferência mostra que nossa opinião pode ajudar a melhorar a cidade. É uma oportunidade de falar sobre o que a gente vive e pensa”, comentou.
A vice-prefeita Sandra Jacovós afirmou que ouvir crianças e adolescentes é fundamental para que as políticas públicas reflitam as necessidades de quem vive essa fase da vida. “Quando eles participam das discussões, ajudam a construir propostas mais próximas da realidade e contribuem para uma cidade melhor para todos”, afirmou.
A secretária da Criança e do Adolescente, Carmen Inocente, explicou que o trabalho desenvolvido durante a conferência terá continuidade nas próximas etapas. “As propostas construídas aqui serão analisadas e levadas para a Conferência Municipal Geral. Esse processo garante que as ideias apresentadas pelos participantes façam parte das próximas discussões e gerem mudanças no município.”
O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Aldo Andrade, lembrou que a conferência é um instrumento previsto na política de garantia de direitos e incentiva a participação da sociedade. “As crianças e jovens ajudam a identificar prioridades e contribuem para a construção de políticas públicas mais efetivas”, comentou.
Para o conselheiro tutelar da Zona Oeste, Carlos Bonfim, a escuta qualificada também contribui para o trabalho desenvolvido pelos órgãos de proteção. “Muitas demandas aparecem quando damos oportunidade para que crianças e adolescentes falem sobre suas experiências. Isso ajuda a pensar em ações concretas”, ressaltou.
Representante do Lar Escola da Criança, Afonso Shiozaki comentou que o evento tem um papel importante na formação dos participantes. “Além de conhecer seus direitos, eles aprendem sobre responsabilidade, convivência, respeito e participação. São experiências que contribuem para a formação cidadã”, disse.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)