Cerca de 600 professores, diretores e supervisores que atuam com turmas de 1º e 2º ano do Ensino Fundamental e Integral (AJE) participam do '1º Seminário de Alfabetização e Letramento em Língua Portuguesa e Matemática', realizado pela Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria Municipal de Educação de Maringá (Seduc). O encontro reúne profissionais para discutir práticas pedagógicas, mediação docente e estratégias de aprendizagem que contribuam para que as crianças concluam o 2º ano com domínio da leitura e da escrita.
Realizado como parte das ações de formação continuada da rede municipal de ensino, o seminário aborda temas relacionados à leitura, à compreensão e à produção escrita. Entre as palestras estão “Ler, compreender e escrever: caminhos para fortalecer a alfabetização” e “Do decifrar ao compreender: como formar leitores competentes desde o início da alfabetização”. Em Matemática, as discussões valorizam a investigação, a formulação de perguntas e a construção de conceitos pelos estudantes. A proposta é aproximar os conteúdos trabalhados na formação da realidade das salas de aula e ampliar as possibilidades de intervenção dos professores durante o processo de aprendizagem.
Para a professora Danielly Nascimento, que trabalha com uma turma de 2º ano na Escola Municipal Padre Pedro Ryô Tanaka, o encontro também representa uma oportunidade de ampliar os conhecimentos que podem ser aplicados no cotidiano escolar. “Fico muito feliz em poder participar de um momento como esse. Tudo o que conseguimos conhecer e discutir aqui pode voltar para a sala de aula de alguma maneira de contribuir com o trabalho com as crianças”, afirma.
A troca entre os profissionais também é apontada como parte importante da formação. Professora do 2º ano da Escola Municipal Ângela Vergínia Borin, Lucimar Monteiro conta que o diálogo com outros educadores permite rever práticas e buscar novas possibilidades para o ensino. “É muito importante ter esse espaço de diálogo, ouvir outras experiências e compartilhar aquilo que vivenciamos em sala. Essa troca ajuda a gente a pensar no que pode ser melhorado constantemente”, comenta.
Para a formadora de Língua Portuguesa do 1º e 2º ano da Seduc, Luciana da Silva, a proposta é retomar com os profissionais os diferentes elementos envolvidos na construção da aprendizagem. “Estamos resgatando com os profissionais como acontece a construção do aprender, desde os primeiros contatos da criança com a leitura e a escrita. Quando conseguimos entender esse processo, conseguimos também pensar melhor nas intervenções que fazemos em sala de aula e nas condições que oferecemos para que cada criança avance no período letivo”, explica.
A secretária de Educação, Adriana Palmieri, afirma que o seminário deve ser o primeiro de uma série de encontros voltados à discussão das práticas de alfabetização na rede. Segundo ela, a proposta é criar espaços de diálogo técnico com os profissionais, considerando os desafios encontrados no cotidiano das escolas.
“Queremos que esses encontros sejam espaços de estudo, escuta e análise das práticas pedagógicas. A formação continuada precisa partir das necessidades reais dos professores e gestores e ajudar a transformar essas discussões em estratégias concretas para a aprendizagem. Nosso foco é garantir que as crianças tenham as condições necessárias para avançar na alfabetização dentro do período previsto, com leitura fluente e compreensão ao final do 2º ano”, afirma.
Ideb - O desempenho da rede também aparece como um indicador desse trabalho. No Ideb 2025, Maringá alcançou nota 7,4 nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a maior entre os municípios brasileiros com mais de 400 mil habitantes. O resultado ficou acima da média nacional, de 6,3, e reforça os bons resultados da rede municipal na alfabetização e na aprendizagem das crianças.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Nicolle Alves/PMM)