Parque do Ingá de Maringá também depende do apoio da comunidade
06/11/2019 11:29 em Notícias de Maringá

O novo plano de manejo do Parque do Ingá, estudo que dá suporte para preservação da reserva, está em fase final e aponta a importância da colaboração da comunidade para manutenção da área. A pesquisa a ser finalizada em dezembro reúne a Secretaria de Meio Ambiente e Bem Estar Animal (Sema), UEM, Unicesumar e Uningá.

 

A introdução, por parte de visitantes, de animais exóticos como tartarugas tigres d′àgua da orelha vermelha causa o aumento a cada ano da população que rompe com a cadeia ecológica. A invasão agressiva  resulta em uma reprodução excessiva e impacta na competição de alimentos e outros problemas para várias outras espécies.

 

A poluição sonora e o alto nível de luz no entorno também mudam hábitos e interferem no comportamento de animais que confundem a noite pelo dia. Destaca-se o declínio populacional do grupo Anura, a exemplo de sapos e rãs. 

 

O estudo também mostra a necessidade de preservação de aves com população reduzida e em risco de extinção local como Thamnophilus caerulescens (choca-da-mata) e Conopophaga lineata (chupa-dente).

 

O biólogo da Sema, Rogério Lima, lembra ainda que para mitigar os problemas gerados aos mamíferos silvestres a comunidade deve se sensibilizar para não alimentar os animais da reserva. 

 

“Mesmo com as placas de aviso as pessoas ainda dão alimentos, muitas vezes industrializados. Mais grave do que doenças, estragam o paladar dos animais e além do ataque aos próprios visitantes, estimulam a busca ativa de comida fora do parque, com o risco de atropelamentos”, ressalta.

 

Relacionado ao lago, a pesquisa destaca a necessidade de revisão para liberação de poços artesianos de condomínios no entorno do parque que podem reduzir o volume de lençóis freáticos e interferir na vazão à reserva.

(Foto: PMM)

 

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