A equipe da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Maringá participou na terça, 1º, e quarta-feira, 2, do Seminário de Implementação do ‘Programa Mais Acesso a Especialistas’, organizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em Curitiba. O evento apresentou estratégias para ampliar e agilizar o acesso da população a consultas e exames especializados e cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS).
O encontro reuniu cerca de 500 pessoas, incluindo gestores da saúde, secretários municipais, equipes regionais e profissionais que atuarão diretamente na execução do programa no Estado. Foram debatidos os principais eixos do programa, com atenção especial ao fortalecimento do acesso aos serviços de média e alta complexidade. “Vamos investir R$ 130 milhões para que o Paraná possa ampliar a oferta de serviços especializados, refletindo a força da união entre União, estados e municípios”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Maringá se destaca por ser a primeira cidade-piloto do ‘Programa Mais Acesso a Especialistas’ no Paraná. A iniciativa do Governo Federal tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados. O termo de adesão ao programa foi assinado nesta última segunda-feira, 31, durante a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à Sala de Vacina da Secretaria de Saúde.
“Como cidade-piloto do programa, Maringá iniciará um processo financiado pelo Governo Federal com prazo inicial de seis meses. Vamos fazer mutirões de consultas e exames especializados e realizar cirurgias eletivas nos horários em que os centros cirúrgicos estão ociosos. Também estamos em busca de parcerias com universidades, clínicas, consultórios e hospitais para aumentar a execução dos procedimentos”, explicou o secretário de Saúde, Antonio Carlos Nardi.
Com este programa, quando o paciente precisar de um diagnóstico por meio de consultas e exames, ele não precisará aguardar em várias filas e terá a garantia de retorno para a Unidade Básica de Saúde (UBS), com acompanhamento do caso quando necessário. Os serviços vão ser demandados nas unidades de saúde a partir das Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) e terão a supervisão das secretarias de Saúde a fim de que as consultas e exames para cada paciente sejam realizados entre 30 ou 60 dias, a depender da situação.
"Maringá tem cerca de 135 mil procedimentos na fila de espera. Algumas pessoas estão inscritas em mais de uma, outras já fizeram o procedimento e continuam cadastradas. Estamos comprometidos em aplicar as estratégias que aprendemos no seminário e garantir que a população tenha o atendimento eficiente e humanizado", destacou a diretora de planejamento, Ana Paula Neri.
A participação da equipe da Secretaria de Saúde de Maringá neste seminário foi fundamental para a implementação de medidas eficazes na gestão do atendimento especializado na saúde pública.
(Texto: PMM. Foto: Ana Paula Neri/PMM)