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Cerapió: um caso de amor e história com os competidores
Por Administrador
Publicado em 15/01/2026 18:05
Automobilismo

Participar de todas as edições do Piocerá/Cerapió não é apenas uma repetição; para muitos pilotos e navegadores, o rally se transformou em uma tradição e realização pessoal, construída ao longo dos anos. E isso, devido aos sucessivos desafios superados, as experiências vividas carregadas de lições e emoções, a oportunidade de desbravar novos territórios, conhecer pessoas e construir amizades. Esse é o propósito que muitos competidores encontraram no evento, considerado um dos maiores rallys de regularidade do Brasil. 

E faltam poucos dias para mais um encontro: a 39ª edição do Cerapío acontece de 25 a 30 de janeiro, com largada de Aracati (CE), e chegada em Teresina (PI). O percurso tem cerca de 1 mil km, com pernoites em Canindé e Sobral, no Ceará, e Piracuruca e Piripiri, no Piauí. Entretanto, mais de 30 munícipios serão cruzados, em um roteiro que explora as belezas e diversidades naturais e culturais do interior do Nordeste brasileiro. 

O piloto Fernando Lage (equipe GS One), de Belo Horizonte (MG), participa do Piocerá/Cerapió há 13 anos na categoria Carros 4x4. Para ele, o grande diferencial do rally está justamente na capacidade de se reinventar a cada prova. “É sempre uma competição diferente, os roteiros nunca se repetem. Isso é o que nos motiva a voltar”, destaca. Ele explica que esse fator cria um compromisso quase pessoal com o evento. “Tenho um acordo comigo mesmo de, todo final de janeiro, estar no Piocerá/Cerapió. É um dos rally’s mais acirrados do Brasil, com um grid sempre competitivo, que reúne gente do país inteiro”, completa Lage. 

Do Norte do país, o piloto de Belém (PA), Evandro de Araújo Bezerra (equipe Mais Motus), retorna ao Cerapió pela oitava vez e segue na categoria Motos Over 45. Com mais de 20 anos de experiência no off-road, ele destaca como a diversidade de biomas ao longo do percurso é determinante para que este seja um compromisso praticamente inadiável em sua agenda. “O Cerapió chama atenção pela variedade de cenários e vegetações que possui ao longo dos quatro dias de disputas. São muitos quilômetros adentrando paisagens, climas e terrenos completamente distintos do que encontramos na Amazônia”, declara. 

Segundo Bezerra, a mudança constante de cenário exige adaptação dos competidores e torna cada etapa única. “Aqui na floresta o clima é úmido. No Cerapió, enfrentamos cerrado, serras, caatinga e o clima seco do Nordeste. Essa variação é um dos grandes desafios da prova, e por isso, eu gosto muito de participar”, ressalta Bezerra. 

Entre os pilotos que retornam ao Cerapió está também José Alberto Scheid (equipe Sul Off Road), de Crissiumal (RS), que participa do rally pela quarta vez. Para ele, o vínculo com a prova vai além do aspecto desportivo. “O que mais chama atenção não é só a técnica do rally e a disputa, mas a cultura do povo. Passamos por vilas distantes, interagimos com as pessoas e com as crianças que festejam muito a nossa passagem”, relata. Scheid explica que, na atual fase da vida, a motivação está ligada à saúde e à permanência no esporte. “Tenho 63 anos, e o que mais me interessa é a saúde. O esporte me mantém em forma e me dá motivação para continuar praticando enduro de regularidade enquanto eu tiver forças”. 

O 39º Cerapió abre a temporada 2026 do Brasileiro de Rally de Regularidade e Brasileiro de Enduro (com chancela da CBM e CBA), sendo formado pelas categorias motos (inclusive big-trails), carros 4x4, UTVs, quadriciclos e expedição. Reúne uma caravana formada por cerca de 1.200 pessoas, entre competidores, equipes de apoio, imprensa e staff.

(Assessoria)

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