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Destaque em pesquisa e inovação no Noroeste do Paraná, CRN faz 36 anos
Por Administrador
Publicado em 22/02/2026 10:32
Notícias de Maringá

Há exatos 36 anos, era criado, na cidade de Diamante do Norte, o Câmpus Regional do Noroeste (CRN), unidade da Universidade Estadual de Maringá (UEM) na região.

Localizado estrategicamente na tríplice fronteira dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, além de adjacente ao Rio Paranapanema, o CRN se tornou, ao longo de quase quatro décadas, referência em pesquisa e inovação tecnológica, impactando decisivamente o desenvolvimento da região. 

A contribuição socioeconômica do câmpus pode ser medida pelo salto no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Diamante do Norte após a fundação do CRN, em 1990. À época, o IDH era de 0,456 e, com o estabelecimento do câmpus na cidade do noroeste, se elevou a 0,723 em 2010, situando a cidade entre os municípios com IDH alto do Paraná, segundo o último levantamento elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Referência em agropecuária sustentável

Com foco em agropecuária sustentável, os 14 mil metros quadrados de área construída do CRN são distribuídos por 82,4 hectares que abrangem projetos de suinocultura, bovinocultura de leite, piscicultura, apicultura, horticultura e mandiocultura, servindo de apoio para os cursos de Agronomia e Zootecnia.

Diante da importância da data e da dimensão socioeconômica do câmpus, o reitor da UEM, Leandro Vanalli, destacou a relevância do CRN para a pesquisa e a inovação no contexto da agropecuária sustentável. 

“Ao longo de seus 36 anos, o câmpus de Diamante do Norte tem realizado pesquisas de qualidade que, aliadas à inovação, direcionam o desenvolvimento de uma agropecuária sustentável. Esse trabalho gera impacto real na economia do nosso Estado e garante uma formação de excelência aos alunos que utilizam a unidade para seus estudos e pesquisas”, disse o reitor.

Fazenda Experimental

Boa parte dessa atividade produtiva ocorre na fazenda experimental do câmpus, um dos pilares de contribuição do CRN para o desenvolvimento da região. No local são cultivados milho e sorgo para silagem, mandioca e eucalipto, além de uma horta diversificada que abastece o Restaurante Universitário (RU), fortalecendo a integração entre produção rural e comunidade acadêmica.

Na pecuária, a produção leiteira da fazenda experimental sobressai, com média diária oscilando de duzentos a 250 litros, dos quais uma parte é destinada a uma empresa de laticínios de Nova Londrina enquanto outra é usada na produção de queijos. Já na suinocultura, o destaque é a criação do porco da espécie Moura, cuja carne, reconhecida pela qualidade, é utilizada na produção de embutidos artesanais, como linguiça, salame e defumados. 

No âmbito do ensino, a fazenda experimental abriga, desde 2022, a sede do Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) do Noroeste, também conhecido como Colégio Agrícola. Com investimento de R$ 11 milhões do Governo do Estado e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE), o estabelecimento da sede do colégio na área da fazenda é fruto de convênio firmado entre a Secretaria da Educação (Seed) e a UEM para a formação de técnicos em agropecuária de nível médio em regime de internato.

Apicultura e Psicultura

A fazenda experimental ainda desenvolve atividades acadêmicas e de pesquisa com abelhas do gênero Apis mellifera, cuja criação é favorecida pela presença de mata nativa no CRN. O espaço também iniciou a implantação de um meliponário, local destinado à criação, manejo e conservação de abelhas sem ferrão. As pesquisas desenvolvidas no câmpus também têm por objetivo a identificação e quantificação das espécies vegetais visitadas por abelhas, visando a compreender a diversidade da flora utilizada como recurso alimentar por esses insetos. 

Outro destaque do CRN é a unidade de psicultura em tanques-rede, instalada no Rio do Corvo, na divisa entre Diamante do Norte e Terra Rica. A estrutura, implantada em 2023, produz tilápias, fornecidas ao RU e ao Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), e abriga o Programa de Melhoramento Genético de Tilápias do Nilo (Tilamax), ligado ao Núcleo de Pesquisa Peixegen.

Avanços estruturais e produtivos a partir de 2023

O diretor do CRN, Donizete Aparecido de Souza, celebrou o 36º aniversário do câmpus e as conquistas da unidade da UEM em Diamante do Norte agradecendo às direções anteriores e aos servidores que mantém o câmpus.

“Sem eles, não seria possível realizarmos um bom trabalho. Também gostaria de agradecer o apoio da gestão atual, que tem possibilitado a melhoria da produção que atende o RU e o mercadinho do Programa Alimentos Solidários e Agricultura Sustentável (Pasas)”, disse o diretor. 

O CRN contou, desde 2023, com avanços expressivos em estrutura e capacidade produtiva, reafirmando, ao completar mais um ano de existência, o compromisso com o desenvolvimento sustentável, a produção agropecuária integrada à ciência e à Inovação tecnológica com responsabilidade ambiental. 

(Fábio Candido/Comunicação UEM)

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