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Após campanha histórica em Milão-Cortina 2026, Brasil mira evolução constante nos Jogos Olímpicos de Inverno
Por Administrador
Publicado em 23/02/2026 16:38
Jogos Olímpicos

Milão-Cortina 2026 marcou a entrada do Time Brasil definitivamente na lista de países que disputam os Jogos Olímpicos de Inverno com atletas de destaque nos rankings mundiais e com presença constante em Top 20 em diferentes modalidades. Primeiro país sul-americano a conseguir uma medalha na História (ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino), o Brasil chamou atenção de todos: especialmente da torcida, que acompanhou os Jogos e se familiarizou ainda mais com as modalidades.

“O engajamento das pessoas no Brasil, acompanhando as competições mesmo durante o carnaval, foi fundamental para o sucesso. Uma audiência significativa. O Brasil entrou como protagonista nos Jogos Olímpicos de Inverno. É isso que que queremos cada vez mais. Quanto mais pessoas conhecerem os esportes olímpicos de inverno, mais pessoas vão praticar e isso vai gerando mais atletas. O saldo em Milão-Cortina foi extremamente positivo nos dá muita esperança de que nos próximos Jogos possamos ter resultados ainda melhores”, disse Marco La Porta, Presidente do Comitê Olímpico do Brasil.

“Ficamos extremamente satisfeitos com os resultados obtidos por nossos atletas em Milão-Cortina. Todos representaram muito bem o Brasil. Isso é uma consequência de um planejamento de longo prazo que também teve a contribuição do Comitê Olímpico do Brasil. O sucesso da participação brasileira agora muito provavelmente será uma alavanca para novos resultados expressivos em Copa do Mundo, Mundiais e Jogos Olímpicos de Inverno no futuro”, acredita Anders Pettersson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve.

Para Emílio Strapasson, Chefe de Missão do Time Brasil em Milão-Cortina 2026 e presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, o futuro dos esportes de inverno no Brasil é promissor. “Nossa perspectiva para o próximo ciclo olímpico é muito positiva. Temos vários jovens que já estão no percurso e têm muita qualificação. E estamos formando mais atletas para os ciclos olímpicos da juventude. A partir dali fazemos a transição para o adulto. Mas dependendo do talento e da velocidade de formação de cada um, podemos ter surpresas para os Alpes Franceses 2030”, conta.

Assim, o Brasil inicia agora a jornada até os Alpes Franceses 2030 bem estruturado e com atletas jovens mostrando resultados consistentes para fazerem companhia a Lucas Pinheiro, Manex Silva e Eduarda Ribera, entre outros que brilharam em Milão-Cortina e ainda terão idade para chegar competitivos à França.

Alguns destes jovens já ficaram próximos da vaga olímpica em Milão-Cortina 2026 e se posicionam como esperança de bons resultados em diferentes modalidades para o próximo ciclo. Eles esperam seguir o exemplo de Augustinho Teixeira, que também ficou na lista de realocação em Pequim 2022 e, quatro anos depois, esteve presente nos Jogos Olímpicos de Inverno e alcançou um Top 20.

 

Confira alguns nomes que já brilharam nas últimas temporadas:

 

Gaia Brunello (23 anos, biatlo)

Mesmo em um esporte em que o auge físico é mais perto dos 30 anos, Gaia Brunello já se destacou em duas temporadas com a bandeira brasileira. Com ótimos resultados no Mundial de Biatlo 2025, atingiu os critérios de elegibilidade e ficou a três posições da vaga olímpica em Milão-Cortina 2026. Agora com quatro anos pela frente, pode se preparar melhor e recolocar o Brasil no biatlo na edição dos Alpes Franceses 2030.

 

Gustavo Ferreira (23 anos, bobsled)

Recrutado para o bobsled quando tinha 17 anos, Gustavo Ferreira competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude Lausanne 2020 e, desde então, se tornou o reserva de Edson Bindilatti como piloto do conjunto brasileiro. Nesta temporada, mesmo com trenós inferiores em relação aos rivais, ficou apenas a duas posições de conseguir uma segunda cota Olímpica. Foi reserva da equipe em Milão-Cortina, ganhou vivência e agora assumirá a direção do trenó brasileiro para 2030.

 

Zion Bethonico (20 anos, snowboard cross)

Medalhista de bronze nos Jogos da Juventude em Gangwon 2024 (primeiro pódio do Brasil em eventos do tipo), Zion Bethonico não competiu na última temporada para se dedicar à faculdade. A partir de 2026/2027, deve retornar ao circuito internacional ao lado de seu irmão, Noah, para continuar se posicionando entre os melhores atletas da América do Sul e buscar a vaga olímpica para 2030.

 

Lucas Koo (19 anos, patinação de velocidade)

Outro atleta presente em Gangwon 2024 (onde conseguiu dois top 10 em três provas), Lucas Koo é o único representante homem do Brasil na patinação de velocidade. Ainda assim, ficou próximo da vaga olímpica em Milão-Cortina 2026, mesmo com idade para competir na categoria júnior. Sétimo na lista de realocação e com a certeza de que pode evoluir ainda mais no Brasil em quatro anos, ele espera buscar uma cota inédita para o país.

 

Priscila Cid (15 anos, snowboard halfpipe)

Mesmo disputando apenas duas etapas da Copa do Mundo em sua temporada de estreia na categoria adulta, Priscila Cid não só atingiu os critérios de elegibilidade do snowboard halfpipe, como ficou na sexta posição da lista de realocações. Com um ciclo completo de treinamentos e competições no circuito internacional pela frente, ela espera recolocar o país no cenário do snowboard feminino.

 

Eduardo Strapasson (18 anos, skeleton)

Outro representante de Gangwon 2024, Eduardo Strapasson não tem quatro temporadas completas no skeleton, mas foi top 10 nos Jogos da Juventude e no Mundial sub-20 e obteve uma inédita quinta colocação em etapa da Copa América adulta. Nesta temporada, mesmo sendo um dos atletas mais jovens, ficou na quinta posição da lista de realocações para Milão-Cortina 2026 e espera seguir evoluindo para buscar a vaga em 2030.

 

Natália Pallu Neves (21 anos, patinação artística)

Competindo na dança no gelo ao lado de Jayin Panesar, a patinadora Natália Pallu Neves tinha chances de conseguir uma vaga para o Mundial em 2025 quando sofreu uma lesão no joelho. Agora recuperada e com um ciclo inteiro pela frente, pode se classificar para os Jogos Olímpicos de Inverno.

 

Julia de Vos (20 anos, patinação de velocidade)

Julia é filha de mãe brasileira e pai neerlandês, país que é a maior potência mundial na patinação velocidade. Com a estrutura de treinamento dos Países Baixos à sua disposição, ela escolheu competir pelo Brasil e já disputou a Copa do Mundo Júnior de patinação de velocidade. Sua especialidade é a prova de 500 metros.

(Texto: COB Oficial. Foto: Rafael Bello/COB)

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