O zagueiro Ibañez conhece bem o espírito da Seleção Brasileira e fez questão de destacar isso em entrevista coletiva, neste domingo, em Orlando (EUA). Citou algumas características que não podem faltar à Amarelinha e espera vê-las em prática no amistoso contra a Croácia, na terça-feira (31).
“A gente tem que entrar em campo com essa alegria, com essa ousadia, com essa intensidade”, afirmou.
Indagado sobre a pressão de representar a Seleção Brasileira, o jogador do Al Ahli, da Arábia Saudita, disse que isso é inegável, mas abordou também uma outra forma de interpretar o desafio.
“A pressão de vestir uma camisa da Seleção Brasileira, sim, é grande, mas muito maior é a felicidade de poder vestir ela.”
Ibañez está cotado para enfrentar a Croácia e pode até atuar como lateral direito. Na entrevista, ele revelou o teor de uma conversa com o técnico Carlo Ancelotti.
"Cheguei aqui e o professor me perguntou se eu podia fazer a lateral direita. Perguntou também se eu já tinha feito alguma outra vez. Eu falei para ele que sim, atuei como lateral em alguns jogos na Roma. Fiz alguns jogos assim no Al Ahli. E na convocação que eu tive com o Tite no passado, ele também me testou na lateral direita. Então eu tenho alguma experiência ali", contou.
Se realmente atuar como lateral, Ibañez já sabe, então, como deverá proceder. Sobre isso, deu mais pistas.
"O que eu posso te dizer sobre isso é que vou ser aquele lateral mais conservador. Eu não vou ser aquele lateral que vai chegar lá na frente, vai cruzar, vai dar assistência a todo jogo. Eu vou fornecer a defensiva para o ponta ter a liberdade de atacar e fazer aquilo que ele quiser dentro do jogo. Lógico, pode acontecer que uma vez ou outra eu chegue lá na frente, mas não esperem muito isso de mim.”
(Texto: CBF Oficial. Foto: Rafael Ribeiro/CBF)