A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), lançou na sexta-feira, 10, uma ação de orientação para diretores e professores do ensino fundamental da rede municipal sobre a identificação precoce de sintomas de concussão cerebral e traumatismo cranioencefálico em crianças em idade escolar. A iniciativa, que vai ocorrer ao longo do ano, inclui guia de recomendações para reconhecimento de sinais clínicos e definição de fluxo de encaminhamento adequado para atendimento especializado, quando necessário.
A proposta também prevê visitas mensais de uma equipe formada por acadêmicos de Medicina, sob supervisão docente, para apoiar os professores no acompanhamento de casos identificados. Em possíveis situações do tipo, estudantes poderão ser encaminhados ao Ambulatório de Neurocirurgia do Hospital Universitário.
O protocolo orienta os educadores a observar sinais como dores de cabeça, dificuldade de concentração, fadiga e mudanças de comportamento após episódios de trauma, respeitando o tempo necessário de recuperação, que pode variar de dias a meses. A concussão cerebral é considerada uma lesão leve, mas pode provocar impactos no desenvolvimento e no aprendizado quando não identificada e acompanhada corretamente.
Durante o lançamento, o prefeito Silvio Barros destacou a importância da iniciativa para a integração entre educação e saúde. “O projeto é inédito em Maringá e no Brasil, representando um avanço importante na integração entre saúde e educação. Nosso compromisso é capacitar cada vez mais os profissionais da rede para garantir excelência no atendimento aos alunos. Quando preparamos nossos educadores para identificar e agir diante dessas situações, colocamos as crianças no centro do cuidado e fortalecemos uma educação mais segura e de qualidade para todos”, afirmou.
A secretária de Educação, Adriana Palmieri, destacou a importância da iniciativa para o cuidado integral dos estudantes. “Capacitar nossos professores para identificar sinais de concussão cerebral é fundamental para garantir a segurança e o desenvolvimento das nossas crianças. A escola é um espaço estratégico para esse olhar atento e para o encaminhamento correto, contribuindo diretamente para a saúde e o aprendizado dos alunos”, ressaltou.
O neurocirurgião e coordenador do projeto, Cármine Porcelli Salvarani, enfatizou a relevância da ação. “Uma em cada cinco crianças pode sofrer algum tipo de lesão cerebral traumática até os 16 anos, frequentemente associada a atividades esportivas e recreativas. Apesar disso, o diagnóstico ainda é muitas vezes negligenciado por falta de informação. O projeto nasce da necessidade de ampliar o cuidado com as crianças, especialmente no ensino fundamental, onde impactos na cabeça muitas vezes passam despercebidos”, comentou.
Para o vereador Uilian da Farmácia, a iniciativa eleva a qualidade do atendimento às crianças no município. “A integração entre saúde e educação é essencial para transformar vidas e garantir um futuro melhor para nossas crianças”, disse.
O reitor da UEM, Leandro Vanalli, ressaltou que “quando a UEM e o município se unem em ações como essa, a sociedade ganha. É um projeto inovador, que leva conhecimento para dentro das escolas e capacita profissionais, contribuindo diretamente para o cuidado com as crianças.”
Presenças - Também estiveram presentes a diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Dona Guilhermina, Luciana Borsalli; a vereadora de Criciúma (SC), Giovana Mondardo; e a presidente do Conselho Municipal de Educação, Aline Cuenca.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Ricardo Lopes/PMM)