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Fibromialgia ainda enfrenta preconceito e demora no diagnóstico, alerta reumatologista
Por Administrador
Publicado em 12/05/2026 10:40
Notícias do Paraná

Dor crônica, fadiga intensa, sono não reparador e impactos diretos na qualidade de vida. Apesar de atingir milhões de brasileiros, a fibromialgia ainda enfrenta desinformação, preconceito e dificuldades no diagnóstico. No Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia, celebrado em 12 de maio, a Sociedade Paranaense de Reumatologia reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre a condição e combater o diagnóstico tardio.

De acordo com o reumatologista Luiz Augusto Fanhani Cracco, a fibromialgia é uma condição relativamente comum, afetando aproximadamente 3% da população brasileira, principalmente mulheres. “A fibromialgia é caracterizada por uma síndrome de sensibilização central. O sistema nervoso do paciente apresenta uma alteração na regulação dos estímulos dolorosos, amplificando a percepção da dor. É como se o volume de um rádio estivesse sempre no máximo”, explica.

Além da dor muscular crônica e generalizada, que pode acometer todo o corpo, os pacientes frequentemente apresentam fadiga, distúrbios do sono, alterações de humor e, em alguns casos, sintomas intestinais e urinários. Segundo o especialista, mesmo sendo uma doença “invisível” aos exames, ela provoca impactos profundos na rotina e no bem-estar dos pacientes.

Um dos principais desafios ainda é o diagnóstico. “A fibromialgia é uma condição cujo diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na avaliação médica durante a consulta. Não existem exames laboratoriais ou de imagem que confirmem a doença. Muitas pessoas acreditam que, se os exames estão normais, os sintomas não são reais, e isso contribui para o preconceito e a demora no diagnóstico correto”, afirma o médico.

Os exames, segundo Dr. Luiz Cracco, são importantes para afastar outras doenças que podem causar sintomas semelhantes e também para identificar problemas associados, como bursites, tendinites e artroses, que podem agravar o quadro doloroso.

A abordagem terapêutica da fibromialgia também exige atenção multidisciplinar. O especialista destaca que o tratamento não deve ser baseado apenas em medicamentos. “O principal enfoque está na educação do paciente, na prática regular de atividade física aeróbica, na terapia cognitivo-comportamental e em outras modalidades de reabilitação. Os medicamentos entram como suporte, ajudando na melhora do sono e no controle de sintomas relacionados ao humor e à dor”, explica.

O objetivo do tratamento, segundo ele, é devolver funcionalidade e qualidade de vida ao paciente, permitindo que ele retome atividades cotidianas e consiga manter a prática de exercícios físicos de forma regular.

Neste 12 de maio, a campanha nacional busca justamente ampliar o entendimento sobre a fibromialgia, reduzir o preconceito enfrentado pelos pacientes e estimular o diagnóstico precoce. “Nosso objetivo é esclarecer a população sobre a doença e lutar contra o diagnóstico tardio, que ainda é uma realidade para muitos pacientes”, finaliza Dr. Luiz Cracco. 

(Assessoria)

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