A Universidade Estadual de Maringá (UEM) passou a integrar, neste mês, o Anel de Conectividade do Paraná, rede de alta velocidade que interliga instituições públicas de ensino superior e pesquisa em todo o Estado. A iniciativa é coordenada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e financiada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio da Fundação Araucária (FA), com investimento de aproximadamente R$ 63 milhões.
O projeto tem como objetivo modernizar a infraestrutura digital das universidades estaduais, promovendo maior articulação entre pesquisadores e ampliando o acesso a recursos tecnológicos avançados. Quando concluído, o Anel de Conectividade deverá interligar 78 câmpus distribuídos em 26 municípios paranaenses até o final de 2026.
Para o reitor Leandro Vanalli, a entrada da UEM na rede é uma conquista para a universidade.
“O Estado do Paraná e as instituições de ensino estaduais passam para a vanguarda tecnológica ao criar este projeto que revitaliza a infraestrutura digital das universidades estaduais ao mesmo tempo em que fomenta a conectividade entre pesquisadores, ampliando o acesso a recursos tecnológicos de ponta”, celebrou o reitor.
Segundo o diretor do Núcleo de Processamento de Dados (NPD) da UEM, Helcio do Prado, o impacto da entrada da instituição na rede é um enorme “upgrade” para a Universidade.
“Podemos afirmar que o ganho de banda de Internet não será apenas significativo, mas revolucionário para a infraestrutura da UEM, representando um aumento de mais de 100 vezes na capacidade de tráfego de dados”, afirmou o diretor.
Conexão em três etapas
A primeira etapa do projeto foi concluída em fevereiro deste ano, conectando unidades das universidades estaduais do Paraná (Unespar), do Centro-Oeste (Unicentro), do Oeste do Paraná (Unioeste) e da própria UEPG. A entrada da UEM ocorre na segunda fase da implantação, que também contempla os câmpus de Apucarana e Campo Mourão, da Unespar, e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Nos próximos meses, a expansão da rede alcançará as demais unidades da UEM localizadas em Umuarama, Goioerê, Ivaiporã, Porto Rico, Cianorte, Cidade Gaúcha, Diamante do Norte, Iguatemi e Floriano, além do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM). Essa terceira etapa também incluirá unidades da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), nos municípios de Cornélio Procópio, Bandeirantes e Jacarezinho.
Com a conexão principal já estabelecida em Maringá, a UEM passa a concentrar esforços na modernização de sua infraestrutura interna de rede. A instituição pretende substituir gradualmente equipamentos, ampliar a cobertura para laboratórios e reforçar os setores com maior demanda tecnológica, criando condições mais favoráveis para o desenvolvimento científico e a inovação.
A rede foi projetada para operar com velocidade de até 400 gigabits por segundo, patamar alcançado por poucas estruturas acadêmicas no Brasil. Além disso, o sistema estará conectado tanto à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) quanto ao principal ponto de troca de tráfego de internet do mundo, localizado em São Paulo.
Para o diretor do NPD da UEM, essa versatilidade na topologia de rede é outro ganho do projeto, incluindo Curitiba e São Paulo na estrutura, polos importantes de tecnologia e da inovação.
“Ter saídas para duas das maiores capitais econômicas e hubs de conectividade do país significa que, se houver um rompimento de fibra física em direção a São Paulo, o tráfego é instantaneamente redirecionado para Curitiba e vice-versa sem que a operação caia”, disse Prado.
Simulador de Computação Quântica
Além do ingresso no Anel de Conectividade, a UEM também será contemplada com um dos nós da Rede Estadual de Computação de Alto Desempenho (HPC), iniciativa do Governo do Paraná que prevê a implantação de um Simulador de Computação Quântica. O equipamento será instalado no NPD e deverá entrar em funcionamento até o início de 2027, oferecendo capacidade de processamento de 300 teraflops – equivalente a 300 trilhões de operações matemáticas por segundo.
Com os dois projetos, a universidade amplia sua capacidade tecnológica e reforça sua inserção em redes nacionais e internacionais de pesquisa, inovação e desenvolvimento científico.
(Fábio Candido/Comunicação UEM)