Nos últimos três meses, Maringá registrou 31 casos de dengue. Desde janeiro, foram 175 ocorrências. O número é 81,6% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 4.134 confirmações, 99,2% a menos que no mesmo período de 2024, quando o município registrou 22.531 casos da doença. Os baixos números são reflexo de ações de prevenção, a partir de 2025, como a instalação de armadilhas conhecidas como ovitrampas, as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), além da Borrifação Residual Intra Domiciliar (BRI), que ajudam a frear a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Os boletins epidemiológicos mais recentes da Secretaria de Saúde de Maringá têm registrado, no máximo, dez confirmações da doença por semana. Nas últimas 13 semanas, o número ficou em 0 durante seis semanas não consecutivas. Em outras quatro semanas, também não consecutivas, foram dois casos cada.
Vários fatores contribuíram para a queda acentuada de confirmações de dengue em Maringá, entre eles, a Borrifação Residual Intra Domiciliar (BRIs), aplicada em locais de grande fluxo de pessoas, como unidades de saúde, escolas municipais, cemitério, entre outros. O método aplica e fixa inseticida em superfícies porosas como paredes e rodapés, criando uma barreira protetora que permanece ativa por até seis meses, impedindo o pouso e a desova do mosquito.
Outra medida adotada pela Prefeitura foi a instalação de 2.383 armadilhas inteligentes EDLs por toda a cidade. Elas atraem a fêmea do mosquito que, ao entrar em contato com o produto, o dissemina para outros criadouros, eliminando as larvas do Aedes aegypti.
A secretaria ainda realiza vistorias quinzenais em pontos estratégicos, monitoramento com 1,2 mil armadilhas ovitrampas em toda a cidade e nos distritos, fiscalização com drones e ações de promoção à saúde em escolas, além de capacitação técnica de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate a Endemias (ACEs).
O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, reforça que a queda no número de casos representa o compromisso da gestão em oferecer tecnologias para combater o mosquito transmissor. “Investimos em milhares de armadilhas que foram espalhadas pela cidade. Podemos reduzir ainda mais os números, mas para isso também precisamos do empenho dos moradores para que evitem o acúmulo de água. A maioria dos focos ainda é encontrada dentro das casas nos vasos de plantas, em copinhos jogados no quintal, nas calhas entupidas. As pessoas precisam tirar dez minutos da rotina, toda semana, para fazer essa checagem.”
Denúncias relacionadas a focos de dengue podem ser feitas pelos telefones da Ouvidoria do município, 156, ou Ouvidoria da Saúde, via 160, ou ainda na página da Ouvidoria da Prefeitura na internet (https://ouvidoria.maringa.pr.gov.br/).
(Comunicação PMM)