A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, apresentou nesta quarta-feira, 4, o primeiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Lira) de 2026, realizado entre os dias 26 e 30 de janeiro. O índice médio geral foi de 1,8%, classificado como risco médio pelo Ministério de Saúde. Os dados mostram que mais de 80% dos focos do mosquito transmissor da dengue foram identificados no interior das residências (confira em anexo a apresentação completa).
Em janeiro de 2026, Maringá registrou 444 casos notificados de dengue, com oito confirmações e nenhum óbito. No mesmo período de 2025, foram 482 notificações, 58 casos confirmados e um óbito. O comparativo anual mostra uma redução significativa da doença no município: enquanto em 2024 foram confirmados 22.500 casos, em 2025 o número caiu para 4.420, representando uma diminuição de 80,3%.
O levantamento indica que os depósitos móveis, como pratinhos de plantas e reservatórios de água de refrigeradores, são os principais criadouros do Aedes aegypti, representando 50,6% dos focos encontrados. O lixo descartado de forma inadequada aparece em seguida, com 24,1%, especialmente tampas de garrafas PET, copos descartáveis e embalagens em geral. Na sequência, estão os depósitos de água ao nível do solo (12,9%), pneus (8,2%), piscinas, calhas e ralos (1,8%), plantas (1,2%) e caixas-d’água para consumo humano (1,2%).
Além das ações de prevenção e controle do vetor, o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, destaca o fortalecimento da rede de atendimento clínico como fator essencial no enfrentamento da dengue. “Temos investido na qualificação dos serviços de saúde, com ampliação do acesso, melhoria nos fluxos de atendimento e maior preparo das equipes para o diagnóstico e o manejo adequado dos casos, garantindo assistência mais ágil e eficaz à população”, ressaltou.
Nardi enfatizou que a participação da população é determinante para a manutenção dos índices em patamares controlados. “A maioria dos focos é intradomiciliar, mas o índice de infestação pode mudar a cada três dias. Isso significa que, se hoje as pessoas eliminarem os criadouros, a situação melhora rapidamente. Nas regiões com maior infestação, nossos agentes já intensificaram, desde a última semana, o trabalho de eliminação de focos nas residências”, afirmou.
Conforme o levantamento, as regiões que apresentaram índice crítico de infestação são: Quebec, Alvorada I, Morangueira, Pinheiros, Piatã, Paulino, Tuiuti, Guaiapó, Parigot de Souza, Céu Azul, São Silvestre e Paraíso.
“Desenvolvemos um trabalho contínuo, mas precisamos do apoio da população. Orientamos os moradores a descartarem corretamente o lixo, lavarem recipientes como bebedouros de animais, pratos de plantas e reservatórios de refrigeradores, além de manter pneus protegidos da chuva. São ações simples que fazem diferença”, disse a agente de endemias Ivonete Ortiz.
Nova metodologia de combate à dengue – Após a apresentação dos dados do Lira, 180 agentes participaram de um treinamento que incluiu a operacionalização das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), nova metodologia adotada pelo município. Na segunda-feira, 9, a Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Educação, irá instalar as primeiras Estações Disseminadoras de Larvicida no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Professor Jean Miranda Euflausino, localizado na Rua Pioneiro Richard Derner, 210, no Jardim Monte Rei. A atividade está prevista para as 8h30.
Ao todo, 3,5 mil estações serão instaladas em Maringá, começando pelos Cmeis. O município investiu R$ 3 milhões na aquisição dos equipamentos, materiais de manutenção e sistema de monitoramento.
Desenvolvidas pela Fiocruz, as EDL são armadilhas compostas por um recipiente plástico com água e larvicida em pó, que atrai a fêmea do mosquito. Ao entrar em contato com o produto, ela o dissemina para outros criadouros, eliminando as larvas do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Fernanda Bertola/PMM)